O que torna um investimento realmente seguro?
Segurança é a probabilidade de preservar o capital considerando emissor, garantias, liquidez e risco de mercado.
Risco de crédito (emissor)
O risco de crédito é a chance de o emissor não pagar o investidor. No Brasil, esse risco varia conforme a saúde financeira do banco ou instituição emissora. Para avaliá-lo, consulte:
Exemplo prático
Um CDB de banco pequeno tende a pagar mais porque tem risco maior. Um CDB de banco grande costuma ser mais seguro. Ambos podem ter cobertura do FGC, mas o risco de crédito do emissor é diferente.
Risco soberano
O risco soberano é o risco de o Governo Federal não honrar seus compromissos financeiros.
Títulos públicos como Tesouro Selic, emitidos pelo Tesouro Nacional, têm o menor risco de crédito do país. Esse risco é monitorado por agências internacionais e acompanhado em relatórios oficiais do Banco Central do Brasil.
Liquidez
Liquidez é a facilidade de transformar o investimento em dinheiro rapidamente, sem perda relevante.
Quanto maior a liquidez do produto, mais seguro ele é para objetivos de curto prazo. Veja alguns exemplos:
Tesouro Selic: liquidez diária.
CDBs: podem ser D+0, D+1 ou apenas no vencimento.
Fundos DI: geralmente D+0 ou D+1.
Poupança: liquidez imediata.
Proteção legal (FGC)
A proteção legal é oferecida, principalmente, pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ele cobre produtos como CDB, poupança, LCI e LCA.
O FGC protege até R$ 250.000 por CPF ou CNPJ, e por instituição ou conglomerado financeiro, dentro do limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
Se o banco emissor “quebrar”, o FGC garante o ressarcimento dentro dos limites.
Risco de mercado e inflação
Mesmo investimentos conservadores podem oscilar ou perder poder de compra. A inflação, medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica), reduz o retorno real.
Por isso, um produto seguro que rende menos do que a inflação pode proteger o capital nominal, mas não o poder de compra.
Você pode acompanhar dados atualizados sobre inflação pelo portal do IBGE.
Impacto dos critérios em cada produto
Critério | Tesouro Direto (Selic) | CDB | Poupança | Fundos DI simples |
Emissor | Tesouro Nacional | Banco | Banco | Instituições financeiras |
Risco de crédito | Muito baixo (soberano) | Depende do banco | Baixo (FGC) | Baixo |
Garantia legal | Risco soberano | FGC – até R$ 250 mil por instituição | FGC – até R$ 250 mil por instituição | Não tem FGC |
Liquidez | Diária | De D+0 a vencimento | Diária | D+0/D+1 |
Risco de mercado | Muito baixo | Baixo | Baixo | Baixo |
Inflação | Exige acompanhamento | Depende da taxa | Geralmente perde da inflação | Depende da carteira |
Liquidez e horizonte de investimento
A liquidez ideal depende do seu horizonte de investimento, ou seja, do tempo que você está disposto a esperar para alcançar sua meta.
Para objetivos de curtíssimo prazo ou emergência, produtos com liquidez diária (Tesouro Selic, CDB D+0/D+1, fundos DI simples) são os mais adequados. Eles permitem sacar recursos imediatamente, mesmo em situações inesperadas.
Para metas de médio prazo, é possível aceitar menor liquidez, como em LCIs e LCAs, que costumam ter resgate apenas no vencimento. Já para prazos longos, o investidor pode equilibrar liquidez com taxa, desde que saiba quando precisará do dinheiro.